
Deixo a cadeira
onde se sentava a imagem pura de minha mãe
parto sem vontade de partir
as fotografias amontoadas pelo chão…
a cópia debotada de um quadro de Vermeer
“Rapariga Com Brinco De Pérola”
Confusas são as coisas da terra
Para as mãos simples do pescador
Que soletra baixinho
Rapariga com…
brinco de água
minha mãe de água
a ti regresso silencioso e liquido
nas tintas dos quadros de Vermeer
nesta praia repleta de astros
que são as minhas mãos quebradas
pela distância de te não pertencer.
15 comentários:
Não vou dizer nada Carlos, mas vou ler de novo, muitas vezes, eu sei!
beijinho
É bom saber que sabes...
E partes deixando ali a tua alma, não é?
beijinho*
Soberbo!
Bjs
Vejo que ajuntou o meu aos seus favoritos. Tenho muito gosto em fazer o mesmo. Um abraço
Não te disse, que vinha aqui lê-lo de novo?!
Muito bonito...
Vim retribuir a tua visita na minha nuvem e li alguns dos teus poemas. Gostei muito. Vou voltar :)
Beijo
(...) mãos quebradas
pela distância (...)
...
Obrigado a todos pela vossa paciência. Amanhã vou almoçar poesia ou seja vou ao Fialho e farei um brinde à vossa saude...
Tchim...
Olá!!
Antes mais, sê bem-vindo lá no meu cantinho!! :)
Eu também prefiro as fotos "à moda antiga".....mas....o que se vai fazer!!?? :)
Sim, um cão de água, uma cadelita neste caso....muitas saudades!!
Gostei muito do que li!
Original este poema ;)
Bem hajas
No rasto das recordações espelhados nas águas cristalinas sonha-se num regresso silenciado numas mãos inseguras por um sinal de não pertença.
Bjs Zita
caem lágrimas de pérola deste poema ...
Gostei principalmente... "As minhas mãos quebradas pela distância de te não pertencer".
bj
Gostei do seu poema.
Bom fim de semana.
Vim agradecer a tua visita e cumprimentar-te pela tranquilidade que se "respira" neste teu canto. Excelente jogo de imagens e palavras.
Sempre terás porta aberta no meu cantinho.
Beijo meu
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