
William Blake
Gaveta e luz
que te não abro
para não cegar de vez
Gaveta de luz
onde guardo a brancura
com que pinto este papel a palavras negras
Gaveta de luz
espuma destes dias
mar de púrpura flor
água sonhada
e tantas vezes respirada
Gaveta de luz
nau petrificada
que somente aos corvos pertences
livro do sal e da areia
esta minha terra
litoral de dunas devoradas
vertigem de morder os dedos
o medo visível somente ao entardecer
o silencio lunar do corpo
entregue á mansidão do esquecimento
pétalas de fecharmos os olhos
num precipício perfumado
gaveta de luz
lençol onde termina o sofrimento dos lábios
abertos pela treva oceânica
gaveta de luz
onde nos abraçamos
no momento único
de nos recordarmos até ao fim.
13 comentários:
Olá Carlos
Muito obrigada pela tua visita ao meu cantinho.
Gosto muito desta tua gaveta de luz!
Abraço
eu abria a gaveta :). não precisas que eu te comente, Carlos. Beijos
Abre essa gaveta sem medo. Se ela é luz, não a feches em segredo... A escuridão cega a alma.
Beijo
Decididamente esta tua "gaveta" ilumina-me!
beijinho Carlos
gavetas de luz.
talvez abrir. abr IR...
:)
Como sempre, profundo, sentido e espectacular, reflexo da pessoa que escreve,... um grande amigo.
Um abraço minhoto.
Luzente gaveta a tua. Única. Original. Especial.
Beijinho.
Se eu tivesse uma gaveta de luz igual a esta , não tinha medo de a abrir....
bjgrande
abram-se as gavetas, as janelas, as portas e deixe-se entrar a luz!
Obrigada, Carlos, pela partilha no Pérolas.
Muito unida.
Beijinho.
Um belo poema.
Gostei.
Um abraço
já tenho saudades de um novo poema, para adoçar a alma. beijos
No NATAL não peço, mas dou quanto posso.
Terno e muito Feliz Natal para ti. Pacífico 2008.
Beijinho.
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