quinta-feira, 13 de setembro de 2007



Soa o canto do rouxinol negro
como a bala que fala
queimando de morte o corpo dilacerado
pelo beijo da claridade do ultimo dia
o solo etéreo na boca que não diz
o interprete da minha noite
o rouxinol negro tatuado nesta pele
pedra silente que atravessa o espaço
carrilhão de desenganos
depois o guardião da noite sentenciou-me
e eu fugi através dos ciprestes
que guardam o tumultuoso rio
eu fugi e mergulhei
nas muitas águas dos futuros sonhos
onde habitaremos os nossos corpos regressados do silêncio
eu fugi vertendo a dor nos passos que ardem os caminhos

Devolve-me ás estrelas
porque o amor
é o único milagre digno desse nome

5 comentários:

Constança disse...

Os teus poemas deixam-me sem palavras.

Tchivinguiro: onde nasci. disse...

Num primeiro olhar, esta tua imagem fez-me lembrar o livro "O pássaro da alma".

Gostei do poema.
Gostei do teu regresso.
Beijinhos.

Ad astra disse...

E leio-te, nas letras miudinhas(sabes, aquelas que não aparecem...???)

JRL disse...

Belo poema, Carlos. Um beijo

Ad astra disse...

Voltei, como sempre, para reler.

"eu fugi vertendo a dor nos passos que ardem os caminhos"

Lindo!

Um beijo terno para ti Carlos, que sempre escreves o que me vai na alma