
Soa o canto do rouxinol negro
como a bala que fala
queimando de morte o corpo dilacerado
pelo beijo da claridade do ultimo dia
o solo etéreo na boca que não diz
o interprete da minha noite
o rouxinol negro tatuado nesta pele
pedra silente que atravessa o espaço
carrilhão de desenganos
depois o guardião da noite sentenciou-me
e eu fugi através dos ciprestes
que guardam o tumultuoso rio
eu fugi e mergulhei
nas muitas águas dos futuros sonhos
onde habitaremos os nossos corpos regressados do silêncio
eu fugi vertendo a dor nos passos que ardem os caminhos
Devolve-me ás estrelas
porque o amor
é o único milagre digno desse nome
5 comentários:
Os teus poemas deixam-me sem palavras.
Num primeiro olhar, esta tua imagem fez-me lembrar o livro "O pássaro da alma".
Gostei do poema.
Gostei do teu regresso.
Beijinhos.
E leio-te, nas letras miudinhas(sabes, aquelas que não aparecem...???)
Belo poema, Carlos. Um beijo
Voltei, como sempre, para reler.
"eu fugi vertendo a dor nos passos que ardem os caminhos"
Lindo!
Um beijo terno para ti Carlos, que sempre escreves o que me vai na alma
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