
Jack Spencer
De repente tudo parece azul
de um azul profundo
estelar inacessível
desde que nas minhas veias
corra o sangue de ferir
eu digo
este lugar não é para ti
melhor ficarás nos mundos intermédios
onde a terra não treme
onde não precisas da perfeição do exigir
mais uma noite solitária
é o que de mais acolhedor posso oferecer
estas nuvens que passam
restos do teu cabelo
são o algodão e a água que corre
e que te recorda da melhor maneira
O Outono chegou em pleno Verão
plátanos e bétulas
despem-se com ternura e suavidade
preparam as raízes para o silêncio
e sinto o voo das suas folhas
conheço como o elas o chão do desamparo.
de um azul profundo
estelar inacessível
desde que nas minhas veias
corra o sangue de ferir
eu digo
este lugar não é para ti
melhor ficarás nos mundos intermédios
onde a terra não treme
onde não precisas da perfeição do exigir
mais uma noite solitária
é o que de mais acolhedor posso oferecer
estas nuvens que passam
restos do teu cabelo
são o algodão e a água que corre
e que te recorda da melhor maneira
O Outono chegou em pleno Verão
plátanos e bétulas
despem-se com ternura e suavidade
preparam as raízes para o silêncio
e sinto o voo das suas folhas
conheço como o elas o chão do desamparo.
9 comentários:
Palavras janelas da alma.
Da tua...da minha...
(conheço como elas o chão do desamparo)
Beijo
Olá Carlos,
Já regressaste?
Como sempre, muito sentido, esse teu linguajar exploratório da beleza das palavras, dos sentidos e da alma!
Um beijo grande
Os lugares de ferir não são desejáveis nem queridos.
Que encontres e descubras, vida adiante, todos os lugares de azul beijados pelo sol e abraçados pelas estrelas.
puxa, q poema tão docemente melancólico...parece que há alguém que precisa de conhecer o carinho que um Outono pode trazer ;)
Muito bonito este teu poema....
... em mais uma noite solitária...
Beijo
O Outono está quase aí e traz com ele a Vindima, Carlos...
É o tempo das Colheitas.
A paisagem vai vestir novas roupagens.
Que o novo colorido da natureza também te anime.
Gostei muito destes "mundos intermédios".
Homenagem no meu blog. :)
Balada para a tua ausencia, por mim sentida
Beijinho
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