
Todos esses instrumentos vermelhos
com que trabalhas o tempo em forma de cão
todos esses passos irremovíveis
com que salpicas o teu destino
servem-me de mira para te apontar este poema
que assinala a minha presença onde quiseres
com que trabalhas o tempo em forma de cão
todos esses passos irremovíveis
com que salpicas o teu destino
servem-me de mira para te apontar este poema
que assinala a minha presença onde quiseres
10 comentários:
Lindo!
E na mira são dois, e sentem-se ainda que na penumbra de uma tela esfumada. Captado aquele instante estende-lhe as mãos, grava todo o aroma do tempo que ele encerrou num poema.
Está lindíssimo.
Um beijo
Um poema. Uma fotografia. Uma presença permanente.
Um abraço.
que não te tremam as mãos...
beijo
... e onde estiveres.....
Excelente!
Não falhes a pontaria... que ser baleada com um poema é um privilégio.
Belo!
palavras
apontam-se
disparam-se
lançam-se
roubam-se
calam-se
se em forma de poema
atingem o coração
se o atirador for certeiro
gostei!
Forte. Muito forte. Muito bom.
Mil beijos meus
todos eles... um beijo.
fantástico...
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